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Notícia

Conheça as restrições do exame para identificar câncer de próstata

O exame de PSA tem várias funções, mas a principal delas é verificar a presença de um câncer de próstata e o andamento da doença. Ele também é um marcador comum para outras doenças da próstata, como a prostatite e lesões no geral. Para ser fazer esse exame, é preciso seguir algumas restrições, caso contrário, é possível que haja algumas alterações no resultado.

PSA, na sigla inglesa: Prostate Specific Antigen (Antígeno Prostático Específico), é uma substância produzida pela célula prostática, eliminado para a luz da glândula e que tem a função de liquefazer o sêmen após a ejaculação.

O líquido seminal ejaculado vem da glândula prostática, das vesículas seminais (que se encontram atrás e para cima da próstata) e menos de 1% por espermatozoides.

A maior parte do PSA vem do sêmen, mas uma pequena quantidade pode ser encontrada no sangue. Na verdade, o que ocorre é um refluxo do PSA para o sangue que deveria ir para a luz da glândula, e isto acontece quando há alguma lesão na parede da célula prostática provocada, por exemplo por trauma, inflamação, infecção, proliferação benigna da próstata, conhecida por hiperplasia benigna da próstata ou pelo próprio câncer.

Em resumo, qualquer lesão da membrana da célula prostática pode causar escape do PSA de dentro da célula para o sangue, mesmo que transitoriamente.

São recomendadas algumas considerações para coleta do sangue aos homens que estão sendo investigados quanto a saúde prostática como jejum de pelo menos quatro horas; não ejacular por 48 horas antes da coleta; não realizar exercícios que causem impacto no períneo, como andar de bicicleta e equitação e não fazer sexo anal antes do exame.

Exame após toque retal, sondagem uretral, ultrassonografia transretal e biopsia de próstata são alguns fatores que podem impedir a realização temporária do exame.

Homens com prostatectomia, que é a extirpação total ou parcial da próstata, não têm a necessidade de seguir essas exigências para a coleta do exame.

Para entender o resultado, são usados valores de referência estabelecidos pelo médico. Cabe ao profissional avaliar o PSA, se está anormal para cada paciente, considerando suas queixas clínicas e o exame físico da próstata. Às vezes, o PSA pode estar aumentado, mas não significa doença que deva ser tratada, mesmo que o diagnóstico seja de câncer prostático.